uma vida esvasiada
que dói
quanto mais se faz
mais dói
mais evidencia
o vazio
quanto mais amor a mim
eu grito
e corro
pra encontrar
mais insignificancia
me transparece
mais horror
e desprazer
brotam
a busca constante pela melhoria
esmagada pelo vazio da existência
me persegue
me consome
e me mata aos poucos
os dias que doem mais
os dias que odeio mais
os dias que o vazio grita
mais alto
eu não consigo viver
dói conviver com a insignificancia
o fato eterno da solidão e muideza
da minha humanidade
terça-feira, 9 de junho de 2020
sexta-feira, 1 de maio de 2020
como vão os dias
Faz tempo que não escrevo aqui e tudo o que vem acontecendo não passa de deslumbres
a vida tem sido estrenha, mas consigo, talvez, tirar o melhor disso
tenho lido bastante
engordei um pouco, e com isso
refletir sobre questões importantes sobre
o quanto a estética é relevante pra mim
e não só isso , mas como a pressão estética
ainda me consome
o quanto as redes sociais afetam minhas relação, talvez
o quanto morar com meus pais me desgasta emocionalmente
e o quanto eu desejo sair de casa
os medos futuros existem
mas é tudo tão incerto pra quase todo mundo
que não sei se sinto tanto medo
de estar sozinha
já que estamos todos no mesmo barco
morar com guilherme tem sido muito divertido
ele é uma pessoa linda
paciente, atencioso e muito cuidadoso
aprendo muito estanto com ele
é lindo
me sinto linda uns dias
me sinto horrivel em outros
tenho comido bem
não estou me privando de nada, afinal
acho que esse é um momento que não preciso disso
nunca preciso, eu acho
apesar de não gostar da convivência, sinto falta dos meus pais
da minha gata
e do meu irmão
estou lendo o diário de anne frank e uma parte me chamou atenção
"tenho uma família amorosa e uma casa boa.Não; aparentemente parece que tenho tudo, exceto um único amigo de verdade. Quando estou com as amigas só penso em me divertir. Não consigo me obrigar a falar nada que não sejam bobagens do cotidiano. Parece que não conseguimos nos aproximar mais, e esse é o problema. Talvez seja minha culpa não confiarmos umas nas outras. De qualquer modo, é assim que as coisas são, e não devem mudar, o que é uma pena. Foi por isso que comecei o diário."
É assim que me sinto com esse espaço. eu amo meu blog, meu diário, meu amigo. talvez o mai íntimo de todos.
quarta-feira, 11 de março de 2020
11/03/2020
o autoconhecimento dói
é um misto de sensações e angustias que me fazem querer vomitar
eu tenho medo do quanto me odeio em boa parte do tempo
tenho medo de onde meu ódio pode chegar
tenho medo de pensar demais
minha mente me leva a lugares horríveis
e eu sinto que não estou bem
sinto que sempre tudo
qualquer mínima coisa
eu faço apenas para mostrar
ou pra agradar
ou pra satisfazer meu ego de pensar
que alguém me admira
que alguém me vê
alguém me acha engraçada
alguém me acha bonita
alguém em acha inteligente
alguém me ama
alguém me deseja
alguém queria ser eu
apenas para mostrar essa falta
e nojenta autoestima
autoamor
autocuidado
eu odeio o quanto me vejo
como uma farsa
a todo instante
como eu sou burra
e gorda
e feia
e eu não mereço ninguém
nenhum dos meus amigos
nenhum carinho de niguém
porque eventualmente vai doer
eu vou sangrar
vou fazer sangrar
vai doer
é um misto de sensações e angustias que me fazem querer vomitar
eu tenho medo do quanto me odeio em boa parte do tempo
tenho medo de onde meu ódio pode chegar
tenho medo de pensar demais
minha mente me leva a lugares horríveis
e eu sinto que não estou bem
sinto que sempre tudo
qualquer mínima coisa
eu faço apenas para mostrar
ou pra agradar
ou pra satisfazer meu ego de pensar
que alguém me admira
que alguém me vê
alguém me acha engraçada
alguém me acha bonita
alguém em acha inteligente
alguém me ama
alguém me deseja
alguém queria ser eu
apenas para mostrar essa falta
e nojenta autoestima
autoamor
autocuidado
eu odeio o quanto me vejo
como uma farsa
a todo instante
como eu sou burra
e gorda
e feia
e eu não mereço ninguém
nenhum dos meus amigos
nenhum carinho de niguém
porque eventualmente vai doer
eu vou sangrar
vou fazer sangrar
vai doer
a musica do terno e aquela vontade de chorar
Não vou mais aturar
Baixo astral na minha vida
Não vou mais carregar
O peso e a dor que não a minha
Vou correr na direção daquelas tantas
coisas lindas que eu anseio
Quero andar ao lado de quem, assim como eu enxerga o copo meio cheio
Eu vou
Eu vou
Eu vou, eu vou, eu vou
Eu vim pro mundo pra viver
Vou experimentar
Viver mais livre, leve e solto
Eu vou comemorar
A vida, a morte, o tempo e o sonho
Vou em paz, tudo termina e recomeça
O tempo é firme e segue em frente
Quero mais, pois só sonhando a gente inventa E sai com algo diferente
Eu vou
Eu vou
Eu vou, eu vou, eu vou
Eu vim pro mundo pra viver
segunda-feira, 9 de março de 2020
quase 6 meses
o sentimento de controle se perde
no meio do amontoado de sensações
na constância do prazer
e felicidade
finitos
mas infinitos
no durante
o poder de se perder
e estar intacta
quinta-feira, 12 de dezembro de 2019
12/12/2019
muito tempo sem escrever sobre tudo que ando vivendo e sentindo
sei que sinto muito
e muitas coisas
eu sinto paixão
um quentinho de estar voando
estar quase em outra dimensão
e o quentinho de sentir a reciprocidade
é lindo
eu sinto a calmaria
de conseguir lidar com a ansiedade
depois de 2 meses intensos de terapia tcc
eu consegui me conhecer mais
e aprender a lidar com minas questões
angustias
aprendi a aceitar muito melhor
as circunstâncias todas
aprendi
cresci bastante
corri muito
me sinto muito mais forte
mais pé no chão
mais racional
e ainda assim
mais sensível
mais atenta e
mais delicada
esse ano eu melhorei relações
me afastei de amizades antigas
aprendi a aceitar que não tem como
agradar a todos
aceitei muita coisa
e aprendi a colocar limites
esse ano eu só consigo resumir em crescimento
e amor
aos pouquinho eu sei lidar
cada vez mais
com tudo o que sinto
sem me pressionar entender
ou pelo menos tentando não me pressionar
me afastei quase que totalmente da escrita
pelo desabafo
mas sei que é fase
só queria deixar registrado esse fim de ano
esse momento tão único e diferente na minha vida
eu sinto tudo muito feliz
muito leve muito lindo
muita sorte também
sexta-feira, 6 de setembro de 2019
um dia angustiante em 2018
das constâncias da vida
do medo da perda
da distância do risco
eu me ausento
contraste e intensidade
definem
decisão
e mudança de rumo
pertencem
mudança de norte e foco
carências insubstituíveis
apegos frágeis
desapegos amargos
palavras jogadas
e atos não realizados
tudo acompanha
mudança de hábito
medo do tempo e espaço
presentes
e a confusão do que foi deixado
largado
que mesmo ausente
é permanente
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