sexta-feira, 22 de abril de 2022

meudeus, newsletters

 a flows magazine me ajudou nesse dia. Uma sexta que ficou entre um feriado na quinta e um fim de semana(um gasto de recursos da prefeitura, pois zero produtividade). Conclusão: passei a manhã me afogando em newsletters maravilhosas para fugir das obrigações e ai pedir de forma risonha para que o chefe me deixasse jogarjoguinhos com meu colega de trabalho. sim. enfim, a Luciana da flows magazine é um gênio.. não sei. me identifico com quase tudo que ela escreve. selecionei as minhas preferidas que cheguei por conta da minha falta de foco no que precisava fazer e vou deixar os links salvos para revisitar sempre que puder


1- https://flowsmagazine.substack.com/p/jornalista?s=r

2- https://flowsmagazine.substack.com/p/andar?s=r

3- https://flowsmagazine.substack.com/p/burnout?s=r


quinta-feira, 21 de abril de 2022

a gente já deu o que tinha que dar

eu ando falando isso pro meu namorado. ele é realmente maravilhoso, uma pessoa única, uma pessoa muito boa que eu poderia listar a quantidade de qualidades. eu só não entendo o que eu sinto por ele mais.

uma vez na psicanálise fizemos o exercício de "não pense em um carro branco" daí vai lá sua mente e pensa exatamente no que te falaram pra não fazer. Quando menos eu tenho medo e tento me afastar da ideia de pensar num término, mais eu estou pensando em terminar. E me parece que meu emocional só faz as coisas se fortalecerem, se endurecerem a ponto de eu, apenas eu, ver essa como a única e definitiva solução: terminar um relacionamento. 

Eu acho isso bem doido
Mais doido do que viver discutindo
Mais doido do que viver fazendo as pazes
Decidir sobre uma ruptura por livre e espontânea vontade
é muito doido

mas me mostra muito sobre mim mesma
sobre como eu estou
e sobre como eu não queria estar também
eu sinto que sempre quero mudar
que nada me satisfaz 
e que já me fez pensar "a vida é boa porque você existe"
hoje eu vivo oscilando entre pensar como
eu nem sei mais o que eu realmente acho da vida
e que não vejo sentido em ficar com você

não só porque acho a gente muito diferente
mas porque eu realmente acho que você merece alguém
que realmente te respeite e aceite como você é
com toda essa tranquilidade e docilidade que você tem
que você é

segunda-feira, 18 de abril de 2022

texto da newsletter de Ana Holanda pra nunca esquecer

 “Mãe, por que você me tirou do balé?”. “Porque você me pediu, filha” – respondi para Clara poucos minutos antes de sentar e escrever para vocês. Clara está com 13 anos. E, quando era menor, fez natação e dança.

O primeiro a ajudou a entrar na água e não se afogar. O segundo era, no início, um desejo dela: aprender balé clássico. Talvez por admirar as meninas que perambulavam pela academia com saias de filó e sapatilhas cor de rosa. Depois do segundo ano entre pliés e grand pliés, ela não queria mais seguir na dança. Por que? “Não gosto”, ela respondia cheia de certeza. Eu a recomendava que experimentasse mais um pouco. Poderíamos mudar de escola de dança, testar outras abordagens. Não, não e não.

A professora ficou consternada com a decisão. Clara era, de fato, bastante talentosa. E nova demais para entender a dimensão de suas escolhas. Na apresentação de final de ano, dançou com suavidade e técnica. Ao final, a abracei. E no alto de seus 8 anos, me olhou com uma determinação incomum para alguém de menos de um metro e meio e disse: “satisfeita?”. Respondi que sim. Ela estava linda, afinal. “Então posso sair do balé agora!”. Aquela afirmação me transpassou. Lembrei da minha infância e do tanto de coisas que precisei fazer sem que desejasse.

Eu queria aprender piano, minha mãe me colocou no violão. Dança espanhola? Fui matriculada no balé clássico. Minhas vontades valiam pouco ou quase nada. E não queria repetir essa história. Clara saiu do balé. E hoje se arrepende da decisão. Mas isso não diz respeito apenas a dança clássica e as escolhas de uma menina de muita, muita personalidade. Minha filha ainda tem muito o que entender sobre se abrir para a escuta. Aos poucos, tenho praticado isso com ela. Fácil não é. Saber ouvir, com o coração aberto, demanda maturidade e humildade para acolher a palavra do outro. Algo que ela ainda está aprendendo. 

A escrita me ensina sobre isso todos os dias. Saber ouvir. Uma lição que me coloca nos dois lados do balcão. Às vezes sou eu quem precisa aguçar essa audição fina. Isso me ajuda, por exemplo, a perceber histórias nas conversas, nas cenas do cotidiano. Com gente desconhecida ou pessoas queridas. É um aprendizado, que vira material rico para a construção narrativa. Preciso saber ouvir também outros escritores, meus amigos, meu pai, mãe e namorado. São professores da vida. E tudo isso, novamente, se transforma em enredo.

Ultimamente tenho vivido, ainda, o lugar de quem fala e espera que o outro ouça. As mentorias em escrita me colocam o tempo todo nesta posição. A Carol, por exemplo, é minha mentorada. Já fizemos três encontros. Ela está desenvolvendo um livro. E o primeiro e maior desafio dela foi escrever de uma forma menos técnica e mais próxima. O assunto não ajudava. A experiência com textos mais acadêmicos também não. Mas foi preciso apenas um encontro, a partir do material que me apresentou.

Mostrei, na nossa conversa, os pontos da escrita dela que dificultavam o entendimento. E como deveria fazer para modificar aquele formato. Eu sei que muitos conceitos relacionados a escrita estão cristalizados na gente. E que escrever de uma forma mais próxima demanda entrega, abertura. Mas a Carol teve tudo isso. Foi preciso apenas uma conversa para que apresentasse algo completamente diferente. Quando tem dúvidas, entre um encontro e outro da nossa mentoria, me manda áudios pelo whatsapp. Eu a escuto e oriento em relação às dúvidas e inquietações. O resultado tem sido muito bonito. Carol sabe ouvir.

Mas nem sempre é assim. Às vezes, lido com pessoas que não conseguem ir além de si mesmas. Ficam girando em torno dos próprios pensamentos, caminhos, estruturas de escrita. E por mais que as oriente, aponte trajetos, melhorias, não conseguem ter a capacidade de acolher. Acredito que sequer percebem o tanto que estão andando em círculos, presas em si mesmas, cercadas por limites estreitos. O resultado é um texto que segue ao prazer do vento, à deriva. Usam protetores de ouvido. Por que? Já me debrucei demais nessa questão. E cheguei à conclusão que, no final das contas, tudo está relacionado à disposição ou coragem em se entregar.

Acolher a escuta do outro não é para todos. Apenas para aqueles que estão prontos para lidar com a escrita e a vida com valentia. Não existe garantia. De nada. Mas sem isso estaremos sempre presos a um horizonte estreito e limitado.

“Me deixe te guiar” – insisto nas minhas mentorias. “Me ouça com mais generosidade” – insisto com minha Clara. “Escute sem levantar suas defesas” – digo para mim mesma. Estamos todos na mesma estrada, afinal. Obrigada por me ouvir.

domingo, 17 de abril de 2022

boas práticas

Quero voltar a praticar coisas que gostaria muito de transformar em hábito e que já fizeram parte da minha vida em outros momentos. São pequenas rotinas diárias que me parecem essenciais pra me fazer sentir melhor. A primeira delas foi voltar a meditar, vou conseguir transformar isso num hábito. A segunda é a corrida pela manhã e a terceira é me manter ativa e regular nos treinos da academia. A quarta é cuidar da minha saúde, marcar os médicos e fazer os exames que preciso. A quinta é tentar me alimentar da forma mais saudável possível. 

Guilherme

são dois anos e quatro meses de relacionamento e tanta coisa aconteceu e eu me sinto tão diferente que
eu realmente não sei se foi o conjunto de fatores ou se foi algo específico 
que me faz constantemente mudar de ideia sobre tudo que envolve a gente

dentro do namoro eu sinto uma inconstância muito grande da minha parte como se a todo momento eu só quisesse provar pra mim mesma que eu consigo ficar sozinha e que eu não preciso de ninguém e ai quando eu estou sozinha, me sinto muito sozinha e levemente abandonada. não no sentido de abandono porque a impressão que tenho é que me afasto propositalmente de todo mundo. eu meio que busco isso.

e quando consigo eu simplesmente não sei lidar muito bem
eu sinto que não sou capaz de lidar com a maioria das questões que a vida me solicita

sexta-feira, 15 de abril de 2022

diagnósticos

Minha mãe teve câncer e precisou retirar a tireóide aos 28 anos. Nisso ela fez o tratamento com iodoterspia e ficou bem. Recentemente eu descobri que tenho um nódulo 3x maior só que minha glândula da tireóide esquerda, o que assustou a médica que me encaminhou diretamente para realização de uma biópsia. A segunda no caso. A primeira foi tranquila, mas não consegui detectar nada, uma pena. 

terça-feira, 12 de abril de 2022

os stories do Instagram


Olha, respostar essa imagem fez eu me sentir má. Eu sou má? Eu não sei, sigo refletindo ✨


8:45 da manhã de uma terça e eu preocupada com reação de um post de Instagram. Qual a graça de se manter tão a par de tudo. Qual a graça de manter uma pose antipática quando na verdade eu adoro falar com as pessoas?